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20161005
20150609
20150123
20140922
20140914
20140907
20140817
Nunca me lembro de Agosto ter conseguido chegar ao fim
Nunca me
lembro de Agosto ter chegado ao fim. Setembro sempre entrou por esse mês dentro
com o seu cortejo de desaparecimentos , saudades antes de tempo e consequentes
nostalgias.
Todos os
antigos amores de verão partiam antes da altura.
O verão e as
conchas vazias nos bolsos ou algas secas a marcarem páginas de livros lidos
durante o estio sempre foram sugados Setembro dentro, como marés vivas.
20140420
20130720
20130417
Pode ser por isso. O mar.
Uma espécie de voz quando toca, digo-te. Um som que vem de
dentro e não se dirige especialmente para nenhum lado.
Chet Baker, dizes-me. Rimos. Ouvimo-lo um pouco mais e
ficamos tanto tempo apenas a ouvir.
Até alguém dizer de novo esse nome. É estranho, porque nos
olhamos como se voltássemos ao fim de muito tempo de qualquer sítio.
Alguém dirá então põe outra música. Embora tudo nos pareça
estranho saímos para comprar cigarros, que é a única coisa que aos olhos dos
outros poderá ser compreensível.
Mas ouvia-se o mar, perguntas-me. Talvez, digo. Só me
recordo de termos ficado um tempo infindo deitados de costas no chão a olhar
para as nuvens. Pode ser por isso. O mar.
20130329
20121107
20121018
20120920
20120919
20120910
20120907
20110924
"Os cavalos de Tarquínia"
.
___________Pouco antes de o meu filho João nascer, decidiu-se que o sítio mais adequado para ficar em estado de espera seria no Luso, e assim sucedeu. Instalámo-nos no Luso durante meio verão e só saía do quarto do hotel para ir a Coimbra comprar livros da M. Duras. Voltava e lia-os. Em especial “O marinheiro de Gibraltar” e “Os cavalos de Tarquínia”, não me recordo do terceiro porque não deve ter corrido bem a leitura.
Saíamos do Luso, íamos a Coimbra comprar livros, voltávamos e liamo-los. Nunca mais voltei a estar grávido num verão. Nem a ter vontade de usar roupa tão clara, reparo agora olhando para as fotografias.
20110830
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