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20120501
20120410
Ninguém muda a água a labirintos
_____________
Ah, mas ele
adorou as flores que lhe deixou, disse a rapariga.
A. sorri
como se por esse gesto acendesse uma luz. Está cansada das palavras, da
repetição que implicam. Por isso as escreve como quem tece fios idênticos aos
que ajudaram os heróis antigos a sair dos labirintos. Um fio de palavras.
Ninguém vai
mudar a água às flores, pensa. Ninguém muda a água a labirintos. E aflige-se .
(para a minha mãe)
20120405
um veio de pequenos sons cada vez mais longínquos
________
Ah, mas tem
aqui umas lindas flores que lhe deixou a esposa, disse a rapariga.
C suspira
como se esse gesto apagasse a luz. As palavras chegam ao fim, quer dizer,
deixam de se ouvir. Na realidade elas continuam dentro de si com os seus
pequenos ecos que o impedem de dormir.
Um fio de
palavras, ou um veio de pequenos sons cada vez mais longínquos, não mais do que
isso.
(para o meu
pai)
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