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20160703
20140319
20140316
20140313
20140308
20130623
20130509
20130505
Um novo blogue essencialmente fotográfico. Sobre Avis. No Alentejo.
Se clicar aqui como quem empurra um bocadinho a porta, vai ter a um outro blogue por onde ando de vez em quando. Paixões...
20130427
20130327
Quando a própria dor não dói
Regresso
a uma espécie de estado de animal ferido. Olho as coisas com uma tristeza antiga
e reparo que a dor não me espanta. Já quase nada me espanta e deve ser por isso
que a própria dor não me dói.
Quando
a própria dor não dói é muito provável que as próprias coisas comecem uma a uma
a partir. Como os amores de verão em
pleno Fevereiro. Assim vão os meses e os calendários e os dias. Qualquer dia
vejo partir os amores de Fevereiro em pleno Verão. Depois digo-te.
20130319
Quando acordas dizes tive um sonho estranho. Havia uma música…
Olhas
a falésia. Uma mesa. Uma mesa com uma toalha branca que esvoaça. E uma cadeira.
Aproximas-te.
Sentas-te.
Sobre
a mesa está uma pequena aparelhagem sonora com um único botão.
Fechas
os olhos.
Quando
os abres sabes que vais carregar nessa tecla. E desse gesto aparentemente
simples sai um som que vai entrar para sempre na tua vida. É o som de um piano lento,
como as ondas a bater nas rochas, mais provavelmente o ir e vir de uma vida.
Quando
acordas dizes tive um sonho estranho. Havia uma música…
Era
Erik Satie, digo-te vinte anos depois. Sorris. Pelo teu sorriso de Gioconda
traída sei que era Erik Satie, por mais que te refugies na ideia de que a
imagem que escolhi não tem nada a ver com isso.
20120830
20120823
20120820
20120817
20120610
20111202
20110919
Apenas tenho procurado registar isso numa imagem
_______________
A ideia da série fotográfica “narrativas abertas” nasceu de uma visão. Passo a explicar.
Há uns dois anos, no Alentejo, à noite, para aí umas nove e meia da noite, fui dar uma volta a pé por causa do calor. De repente, numa esquina, inesperadamente uma vez que não havia ninguém na rua, aparece-me um cachorro novinho a contorná-la a grande velocidade, derrapando antes de seguir em frente. Seguiu-se um grande silêncio e eis que exactamente do mesmo sítio onde tinha ficado especado de surpresa, me aparece uma menina dos seus sete anos a correr atrás do bicho mas sem o chamar. De repente a menina pára, ou trava, no caso trava só para me dizer boa noite com a voz mais angélica e cristalina que se possa imaginar e desaparece na esquina seguinte seguindo o animal.
Já me têm dito que a dita série é das coisas mais esotéricas que tenho feito. Só conto este episódio sem nenhuma vontade de o complicar porque foi exactamente assim que se passou.
Os intervalos entre os sons, os passos, a sua ausência, numa pontuação extraordinária nunca mais me saíram da cabeça. Apenas tenho procurado registar isso numa imagem.
A ideia da série fotográfica “narrativas abertas” nasceu de uma visão. Passo a explicar.
Há uns dois anos, no Alentejo, à noite, para aí umas nove e meia da noite, fui dar uma volta a pé por causa do calor. De repente, numa esquina, inesperadamente uma vez que não havia ninguém na rua, aparece-me um cachorro novinho a contorná-la a grande velocidade, derrapando antes de seguir em frente. Seguiu-se um grande silêncio e eis que exactamente do mesmo sítio onde tinha ficado especado de surpresa, me aparece uma menina dos seus sete anos a correr atrás do bicho mas sem o chamar. De repente a menina pára, ou trava, no caso trava só para me dizer boa noite com a voz mais angélica e cristalina que se possa imaginar e desaparece na esquina seguinte seguindo o animal.
Já me têm dito que a dita série é das coisas mais esotéricas que tenho feito. Só conto este episódio sem nenhuma vontade de o complicar porque foi exactamente assim que se passou.
Os intervalos entre os sons, os passos, a sua ausência, numa pontuação extraordinária nunca mais me saíram da cabeça. Apenas tenho procurado registar isso numa imagem.
20110918
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