Normalmente
hesito entre Proust, os espaços abertos e coisa nenhuma. Regra geral prefiro
coisa nenhuma.
Agora,
com esta espécie de cansaço, escolher é-me mais difícil ainda.
Não
me apetece nem palavras nem sons, mesmo
sob a forma de canto.
Música
barroca instrumental, ou vagas, era o que me convinha. Tudo o resto me parece
apenas barulho.
O
maior estrago de todos é saber que isso me é impossível.
No
fundo desconfio que possa haver uma estúpida ideia de imortalidade por debaixo
da capa da minha preguiça.
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