Mostrar mensagens com a etiqueta Maresias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Maresias. Mostrar todas as mensagens
20170211
20170209
20170208
20141023
.
Nesse sítio ouviam-se pouquíssimas palavras.
As pessoas que arriscavam a vida descendo as
falésias para apanhar pequenos animais batidos pelas vagas e com sabor a mar
falavam pouco.
J, cujo
sonho era o silêncio, encontrou nesta atividade uma salvação temporária. Até
encontrar S que tinha uma casa de verão na praia e um corpo de sereia sem a
parte de peixe e uma biblioteca.
Possuía igualmente um numero imenso de discos de
vinil embora não existisse qualquer gira discos ou aparelhagem mais atual. Foi
este facto, por mais estranho que pareça, que o levou a ficar.
Depois
começou a escrever uma história cujos parágrafos se estenderam por todo esse
inverno.
Basicamente
tinha a ver com o mar. Se a tivesse continuado a coisa desenvolver-se-ia no
sentido de os livros irem perdendo letras e no seu lugar se encontrarem algas e
alterações deixadas pelas marés. Ao abri-los ouvia-se apenas ao longe o som de
duas pessoas a falarem, tapadas pelas maresias e o som suave e ritmado das
vagas.
20141003
20141001
20140922
20140918
As palavras
E apetecia-te morrer. Claro que é uma palavra da qual não sabes nada. Invocar
uma palavra em vão e com desconhecimento é um ato leviano.
Sei para onde estavas a olhar quando o disseste. Conheço o poder dessas
falésias como conheço o poder de uma cadeira virada para a planície sob um
alpendre, a sul.
Invocar palavras em vão é um ato insensato sobretudo porque nunca
saberemos que raio de efeitos podem provocar esses textos em quem os lê.
Tinhas obrigação de saber que quem nos ama ouve essas palavras como se
as lesse.
20140907
20140815
Agosto
Conheço
sítios onde só se consegue chegar a pé, outros de carro ou de barco. Outros
ainda pela memória e pelos sonhos, que são os que me interessam mais.
Prefiro este
meio de transporte alimentado a amores e amizades antigas e sal. Há uma
sabedoria da pele a este respeito que não troco por nenhum mapa.
20140712
20140711
20140324
20140114
20140113
O silêncio fóssil dos mares.
Preciso de rios só com seixos, de marés tão vivas que mostrassem o silêncio fóssil do fundo dos mares.
E seria na mesma uma espécie de ouvido atento à escrita de Sophia, à sua alma feita das marés que todos temos dentro e transportamos para onde quer que vamos.
Os beduínos e os mergulhadores não são muito diferentes.
20140106
20140104
20130614
20120916
Subscrever:
Comentários (Atom)





