“ «Fundamentalmente,
sou uma matéria de luz». Fulgurante visão de si e do mundo grego, esta que
George Seferis concentrou em palavras precisas, medidas, mas ressoantes de
sentido. Como poderei eu prosseguir ainda, explorando um veio que seja desta
mineração cega, em demanda dessa outra matéria incandescente, por redutos
ínvios, tacteando, captando cada eco discreto desse infinito sentido, que o
poeta cristalizou numa pepita? Tal há-de ser o trabalho lento, tenaz,
apuradamente recomeçado, sobre esta matéria a esboroar-se em luz.”
José Augusto Seabra, A Luz de Creta, Edições Cosmos,2000
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