20140113
O silêncio fóssil dos mares.
Preciso de rios só com seixos, de marés tão vivas que mostrassem o silêncio fóssil do fundo dos mares.
E seria na mesma uma espécie de ouvido atento à escrita de Sophia, à sua alma feita das marés que todos temos dentro e transportamos para onde quer que vamos.
Os beduínos e os mergulhadores não são muito diferentes.
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20131211
Repetições
Ah, mas tem aqui umas lindas flores que lhe deixou
a esposa, disse a rapariga.
C suspira como se esse gesto apagasse a luz. As
palavras chegam ao fim, quer dizer, deixam de se ouvir. Na realidade elas
continuam dentro de si com os seus pequenos ecos que o impedem de dormir.
Um fio de palavras, ou um veio de pequenos sons
cada vez mais longínquos, não mais do que isso.
(para o meu pai)
Ah, mas ele adorou as flores que lhe deixou, disse a rapariga.
A. sorri como se por esse gesto acendesse uma luz. Está cansada das
palavras, da repetição que implicam. Por isso as escreve como quem tece fios
idênticos aos que ajudaram os heróis antigos a sair dos labirintos. Um fio de
palavras.
Ninguém vai mudar a água às flores, pensa. Ninguém muda a água a
labirintos. E aflige-se .
(para a minha mãe)
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Um novo blogue essencialmente fotográfico. Sobre Avis. No Alentejo.
Se clicar aqui como quem empurra um bocadinho a porta, vai ter a um outro blogue por onde ando de vez em quando. Paixões...
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