20130509
20130505
Um novo blogue essencialmente fotográfico. Sobre Avis. No Alentejo.
Se clicar aqui como quem empurra um bocadinho a porta, vai ter a um outro blogue por onde ando de vez em quando. Paixões...
20130429
20130427
20130419
20130418
O ouvidor de búzios ou de livros, talvez as duas coisas misturadas.
“Agarras num búzio e encosta-lo ao ouvido, ou cheiras um
livro acabado de comprar, não necessariamente por esta ordem. Quando estiveres
preparado para perceber que esse cheiro te pode levar sem dares por isso a um
verão ou a uma praia ou esse som a um livro, conto-te o resto”, disseste-me.
A vida afastou-nos. Já era muito antes dessa
altura uma espécie de ouvidor de livros, ou de búzios, talvez as duas coisas
misturadas. Omiti-te essa faceta minha durante um tempo demasiado. Quando
partiste nunca imaginei que grande parte do meu tempo seria passado a tentar descobrir
o que seria o resto. Que ainda o faço.
20130417
Pode ser por isso. O mar.
Uma espécie de voz quando toca, digo-te. Um som que vem de
dentro e não se dirige especialmente para nenhum lado.
Chet Baker, dizes-me. Rimos. Ouvimo-lo um pouco mais e
ficamos tanto tempo apenas a ouvir.
Até alguém dizer de novo esse nome. É estranho, porque nos
olhamos como se voltássemos ao fim de muito tempo de qualquer sítio.
Alguém dirá então põe outra música. Embora tudo nos pareça
estranho saímos para comprar cigarros, que é a única coisa que aos olhos dos
outros poderá ser compreensível.
Mas ouvia-se o mar, perguntas-me. Talvez, digo. Só me
recordo de termos ficado um tempo infindo deitados de costas no chão a olhar
para as nuvens. Pode ser por isso. O mar.
20130416
20130415
20130414
20130413
20130412
20130411
20130410
20130409
20130405
20130403
20130402
Por outro lado troco Proust por Pedro Paixão. Já vês.
Nunca mais
volto a falar de como um dos meus sonhos era passar um fim de semana em Teerão.
Prefiro morrer
a ver-te quase chorar de cansaço, exasperada com os tratamentos e com as minhas
teorias.
Eu não gosto
de viajar. O acto físico da viagem incomoda-me enquanto decorre. Só o consigo
começar a viver algum tempo depois, quando assenta e se imobiliza como nos
filmes mudos dentro de mim.
Um fim de
semana em Teerão é o prazer antecipado dessa acção congelada pela sua própria
natureza. Simultaneamente decorrendo e já antiga.
Por outro lado troco Proust por Pedro Paixão.
Já vês.
20130401
20130331
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