20121008
20121005
20121004
20121001
20120930
20120927
Hammershöi
Acho que não
sabes, mas já há algum tempo que vivo dentro de uma pintura de Hammershoi.
Entrei nela num fim de tarde de Setembro e nunca mais me apeteceu sair. Tenho
lá tudo o que preciso. Transporto-a nos olhos, de modo que anda sempre comigo.
Ao princípio
pensei que isso ia ser um problema. Ver através de uma casa vazia e antiga e
que ainda por cima não era minha. Não demorei muito a descobrir que essa
espécie de lente era exactamente a minha dioptria.
(texto reeditado)
20120922
20120920
20120919
20120916
20120910
20120907
20120902
20120901
É já Setembro, digo-te. II
Nunca tive
amores de verão no sentido em que não tivessem entrado depois de Agosto pela
minha vida.
Ultrapassado
o meio século de existência, não só não dou maior valor à presença de
qualquer vestígio material desses acontecimentos, como o seu desaparecimento não
constitui qualquer problema.
Como os
mineiros, provavelmente, interessa-me o espaço que abriram dentro de mim. Essas
galerias, umas vezes invisíveis outras físicas, não são o mapa pelo qual me
oriento, mas constituem uma geografia secreta .. Mais um higrómetro do que uma bússola,
digamos assim.
Estas escrevinhagens
foram despoletadas pela descoberta de um antigo texto meu que julgava perdido e
diz o seguinte:
Walter
Benjamin dedica o conjunto de textos intitulado “Rua de Sentido Único” a Asja
Lacis da seguinte forma: « Esta rua chama-se Rua Asja Lacis, em homenagem
àquela que, como engenheiro, a rasgou no íntimo do autor».
Esta
espécie de estrela cadente que de 1924 a 1930 se terá demorado o suficiente
para deixar marcas, tê-las- à deixado em quantos outros textos e durante quanto
mais tempo ainda?”
E esta dúvida
assenta-me como uma luva.
20120830
20120827
20120823
20120820
20120817
20120816
Subscrever:
Mensagens (Atom)


.jpg)
.jpg)


