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20110914

Se nunca experimentaste como é que queres que te explique?

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E agora como é que te explico isto...de gostar de coisas fortíssimas e concentradas em tudo menos nos sumos. Odeio sumos fortes e concentrados.
Preciso de tardes de amor tão fortes... estiveste a comer mexilhões à espanhola e depois sais e dás contigo na costa da Caparica. E gostas. Gostas da costa da Caparica e das suas ondas estupidamente indomáveis. Quando pensas não trocava esta cena pela Riviera ou são três horas da tarde e estão um montão de graus e saíste à rua no Alentejo, quando pões os óculos escuros porque estavas quase a ficar cega do branco e do calor e te sentes no paraíso...é isso. Se nunca experimentaste nenhuma das duas coisas como é que queres que te explique?

20101112

Dos sonhos,talvez.


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Em miúdo acreditava que estes mármores, quando molhados, se abriam para as praias que lhes deram origem. Como não me deixavam sair quando chovia nas quantidades que eu considerava necessárias, demorei ainda algum tempo a apanhar o primeiro desgosto.
O mecanismo era mais ou menos o seguinte: nas noites de temporal a água funcionava como uma espécie de cortina ou escada, uma escadaria, para ser mais exacto. O caso é que essa entrada dava acesso a uma casa antiga que visitei recorrentemente em sonhos entre os meus sete e os trezes anos. Disso tudo sobrou uma construção que não existe em mais sítio nenhum, uma praia cujas rochas mudaram pouco desde a infância e meia dúzia de colunas que me continuam a fazer sonhar quando as olho. Deixo aqui uma fotografia destas últimas na esperança que isso se pegue.