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20120429

“Houve um dia, creio que se tratava de uma tarde de Abril, fria como as deste ano, em que percebi que tinha envelhecido sem remissão.” (*)

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Decidi então que a cada vez que ia ter contigo o faria como quem entra dentro de uma pintura de Costa Pinheiro. Prefiro que isso aconteça num quadro de um pintor que gostes. E assim faço quando te visito. E assim é. As maresias caiem bem a ambos, e nem sequer é por motivos diferentes. 

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(*) Título tirado deste excelente texto o-mes-de-abril-que-nao-regressa 
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20110727

e estivesses sentado numa sala em vez de uma praia, na biblioteca, pode ser na biblioteca.



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Há uma outra forma que é tentar ouvir cada vez mais ao longe, como por entre camadas sobrepostas de cortinas, ou de histórias que leste, ou numa praia e a água subisse sem ouvires os avisos, e houvesse uma luz de farol que entrasse pela janela e varresse a cena, e te distraísse a cada passagem circular como se te fosses lembrar de qualquer coisa, e estivesses sentado numa sala em vez de uma praia, na biblioteca, pode ser na biblioteca para que uma voz te diga parece incrível, há mais de meia hora que já está toda a gente à tua espera à mesa.