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20110802
Planos barrocos
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Paro. Se paro nada mais se ouve. Ando e paro. Paro. Só para ter esse prazer. Fecho os olhos, imóvel, envolto na completa ausência de som. Escolho uma fotografia da qual partiram todos depois de um barulho intenso.
Procuro Arcangelo Corelli e ouço-o através de duas colunas manhosas que o fazem sair como se quisesse escapar-se. Desta vez vou deixar que o faça. E vou com ele.
20110724
20110719
20110715
Exactamente por nada, e é-me impossível ser mais exacto.
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Eu tenho um problema, é que tenho cinquenta e dois anos e não tenho pressa.
Gostava mais de libertar coisas do que aprisioná-las. Oiço música barroca como quem come hóstias. As palavras já não me assustam e para dizer a verdade nem sei se verdadeiramente me interessam.
Conheço um dos alfarrábios mais loucos do mundo e no outro dia passei o tempo todo a tentar seduzi-lo com acepipes e vinhos mais ou menos raros para o convencer a levar-me aquilo que ele considera os meus crimes e eu acho coisas cheias de pó e infinitamente chatas.
À excepção de meia dúzia de parágrafos de Borges, tês linhas de Sophia sobre o mar, trocava tudo por nada. Exactamente por nada, e é-me impossível ser mais exacto.
20110712
20110708
20110707
20110705
Se pudesse entrava dentro de uma dessas tardes espanholas
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Gosto de cidades abandonadas à beira dos desertos, por onde passaram o vento e as areias. Do mesmo modo gosto de praças vazias como nas pinturas de G. de Chirico. Se pudesse entrava dentro de uma dessas tardes espanholas e aproveitando-me do calor e da lassidão da hora da sesta desaparecia.
Desaparecer é uma actividade a que me dedico com esmero embora sem qualquer método. Isso explicará em parte o meu insucesso.
20110424
20110419
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20101012
20100930
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